27 de julho de 2017

Astronomia para iniciantes.

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Noite estrelada. (Van Gogh.)
Há centenas de anos, a beleza e a imensidão dos céus, bem como o brilho dos corpos celestes, atraem o olhar da humanidade que, até os nossos dias, não se cansa de observá-los. Como exemplo disso citamos Vincent Van Gogh, também conhecido por pintar obras que representam noites cheias de estrelas ou girassóis em campos banhados pelo sol. Como muitos sabem, o artista era um estudioso de astronomia, e usava seus conhecimentos em suas vigorosas pinceladas sobre grossas camadas de tinta. 
A concepção cromática que oferecia a esses trabalhos era, até então, desconhecida pelos artistas da época. Mas muitos foram os povos que ofereceram os seus conhecimentos para a astronomia e, dentre eles, citamos os mesopotâmios, os egípcios, os gregos, os maias, os incas e os índios brasileiros. Todos contribuíram para a formação de uma disciplina, a arqueastronomia, que tem como um de seus objetivos estudar os conhecimentos astronômicos adquiridos por esses povos. 
O físico e astrônomo Germano Bruno Afonso, professor aposentado da Universidade Federal do Paraná (UFPR), é o único cientista brasileiro especialista em arqueastronomia. Segundo Germano, os índios brasileiros tinham e têm um modo claro de “ler” o céu e podem enxergar, a olho nu, várias constelações. Em 1929, a União Astronômica Internacional (IAU) definiu 88 constelações, conhecidas hoje como as constelações oficiais. Elas têm a principal função de delimitar regiões no céu para facilitar a localização dos corpos celestes. Ao longo do ano podemos ver diferentes constelações no céu. Enquanto a Terra gira em torno do Sol, movimento que se completa em aproximadamente 365 dias, observamos uma parte diferente do céu, além disso, a Terra executa o movimento de rotação. Para cada estação do ano, temos uma constelação símbolo em nosso hemisfério. Portanto, para o hemisfério sul, Órion simboliza o verão; Leão, o outono; Escorpião, o inverno; e Pégaso, a primavera. Em relação ao brilho, as estrelas são designadas por letras do alfabeto grego de acordo com a intensidade (alfa, beta, gama, delta etc.). Em geral, a mais brilhante é a Alfa, nome da primeira letra do alfabeto grego; a segunda em brilho é a Beta daquela constelação; a terceira é a Gama, e assim sucessivamente. Além de tudo isso, algumas estrelas do céu possuem nomes próprios. No Brasil, as constelações mais populares são o Cruzeiro do Sul, constituído por 5 estrelas em forma de cruz e a Constelação de Órion, ou parte dela, mais conhecida como Três Marias. Não existe um método específico para se dar nome a um astro; o que quase sempre ocorre é buscar alguma semelhança entre o corpo celeste e uma forma já conhecida na Terra. Como exemplo, a nebulosa de Caranguejo. 
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Nebulosa de caranguejo.
NASA 3 Muitas vezes, o nome vem da mitologia grega, como Andrômeda, que antes de se tornar galáxia era princesa, mulher do guerreiro Perseu; entretanto é a União Astronômica Internacional quem faz a apreciação minuciosa de todas as escolhas. Mas, afinal, de que modo tem sido feita a leitura dos céus? Cinco séculos antes de Cristo, o grego Anaxágoras disse que o Sol era uma esfera incandescente. Ninguém deu importância às suas afirmações. O homem só começou a entender o Sol dois mil anos depois. Em 1610, o italiano Galileu Galilei afirmou ter visto ao telescópio manchas negras na superfície solar. Hoje temos conhecimento de que são áreas da superfície do Sol onde a temperatura é menor, pela ação das forças magnéticas ali concentradas. No século XVII, a descoberta de Galileu serviu para se acabar com as afirmações de que o Sol era perfeito e imutável. Em 1834, o matemático alemão Carl Gauss teve a ideia fantástica de usar uma bússola para saber se o Sol tinha força magnética, como a Terra. No ano seguinte, verificou-se que não somente existia, como ficava mais forte, quando o Sol se tornava carregado com as manchas que deixaram Galileu bastante curioso. O astrônomo inglês John Herschel, em 1839, apenas usando um prato com água, mediu, pela primeira vez, a potência térmica do Sol. Mas o grande salto da ciência ocorreu em 1814, com a invenção do espectroscópio — aparelho capaz de decompor a luz como um prisma. Cada substância, ao ser queimada, tem uma espécie de assinatura luminosa. O arco-íris produzido pelo espectroscópio decifra essa assinatura na forma de uma determinada combinação de cores. Desse modo se começou a conhecer a composição química do Sol. Ficou-se sabendo que ele possui os mesmos elementos existentes na Terra, mas em diferentes proporções. O espectroscópio abriu caminhos para a grande revolução da física, neste século.

Referência.

Ético-Sistema de Ensino. Astronomia; A leitura dos céus, técnicas e linguagens. Prova temática 8° ano. 2013. 

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